RADIOLOGIA SISTEMA NERVOSO
ARM =
angioressonância nuclear magnética
ERM =
espectroscopia
dRM = imagem
de difusão
pRM = imagem
de perfusão
RMF = imagem
funcional
ATC =
angiografia por TC dinâmica com infusão de contraste
PTC =
perfusão por TC
SPECT = TC por
emissão de fóton único
PET = TC por
emissão de pósitron
ANATÔMICAS
Radiografia
simples, TC, RM, arteriografia cerebral e ultrassonografia.
FUNCIONAIS
SPECT, PET,
perfusão por TC, dRM, pRM, RMF e ERM
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
alta
atenuação (brilhante), baixa atenuação (escuro)
contrastes
iodados: realçam os vasos sanguíneos e os seios sinusais normais, além de
estruturas sem barreira hematoencefálica como hipófise, plexo coroide e
glândula pineal.
TCA =
maximiza opacificação da circulação arterial
TCV =
maximiza opacificação da circulação venosa
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Demonstra
núcleos de hidrogênio dentro de moléculas de água e gordura. O relaxamento
tecidual ocorre por decaimento longitudinal (ou T1) e decaimento vertical (ou
T2).
T2 = liquido
brilhante, gordura escura
T1 = liquido
escuro, gordura brilhante
Gd-DTPA
(gadopentetato de dimeglumina) = contraste usado frequentemente, aumenta lesões
brilhantes.
Técnicas:
gradiente-eco rápida, spin-eco rápida, FLAIR, imagem eco-planar
Aplicações:
ARM de alta resolução, dRM, pRM, ERM, RMF e monitorização em tempo real de
procedimentos intervencionistas.
ARM (Angiorressonância)
Gera imagens
tridimensionais da circulação carotídea a vertebrobasilar.
Avaliação de
doença arterial oclusiva e aneurismas intracranianos.
dRM (Imagem de Difusão)
Movimento de
translação aleatório de moléculas de água e outras pequenas moléculas no
tecido, estimulada por calor, o movimento Browniano.
Importante
no AVEi precoce, na qual a área afetada “brilha”.
Outras
aplicações na diferenciação de cistos de tumores sólidos, inflamatórias/infecciosas
(encefalite, abcessos) ou anormalidades da substância branca (encefalopatia
hipertensiva)
pRM (Imagem de Perfusão)
Utilizadas
nas isquemias cerebrais e reperfusao, tumores cerebrais, epilepsia e défices de
fluxo sanguíneo na doença de Alzheimer.
Técnicas
bolus de contraste (igual à perfusão por TC) ou técnica arterial sipin-labeling
(ASL), que usa um pulso de radiofrequência para marcar os prótons que percorrem
as artérias cervicais. Ela não requer administração de contraste.
RMF (Ressonância Funcional)
Verifica
alterções no fluxo sanguíneo decorrente de ações específicas como por exemplo
flexionar o dedo indicador.
Pode ser
utilizada no pré-operatório para distinguir o córtex de massas.
ERM (Espectroscopia por RM)
Fornece
informações qualitativas e quantitativas sobre o metabolismo cerebral e a
composição tecidual.
Discrimina-se
os prótons de metabólitos, e suas posições podem ser definidas como um
espectro.
Os principais
metabólitos são o NAA (N-acetilaspartato) – marcador neuronal, colina –
marcador de celularidade e turn-over de membrana, creatina – marcador
metabolismo energético, lactato – marcador metabolismo anaerobicol.
Uma
utilização é no pré e pós tratamento de tumores cerebrais, com importante papel
em tumores residuais.
ARTERIOGRAFIA CEREBRAL
É injetado
contraste hidrossolúvel na artéria carótida ou vertebral.
Digitalizada
informações em relação às circulações capilar, arterial e venosa.
Risco de AVE
é de 1 em 1000.
Hoje em dia
vem sendo substituída pela angioTC.
Valor
importante na diferenciação de doenças vasculares do SNC, padrão ouro na
investigação de vasculite.
ULTRASSONOGRAFIA
Tem papel no
uso do Doppler por fluxo na avaliação do fluxo e da permeabilidade da artéria
carótida na aterosclerose, análise do vasoespamo em situação de hemorragia
subaracnóidea por Doppler transcraniano, que também vê anomalias e sangramentos
intracranianos em recém-natos
Doppler
transcriano pode ser utilizado para diagnostico de vasoespasmo cerebral,
avaliação de AVE e isquemia transitória, detecção de embolos intracranianos,
monitoramento de vasculite em crianças com anemia falciforme e verificação de
alteração de pressão intracraniana de fluxo sanguíneo em pacientes com lesão
cerebral ou lesão de massa.
SPECT (Tomografia por Emissão de Fóton
Único)
Utiliza uma
câmera rotatória gama para reconstruir
imagens de corte transversal da distribuição de um fármaco radioativo
administrado ao paciente (I-123 Iodo radioativo ou Tc99m Tecnécio), originando
uma mapa de perfusão cerebral, e fornecendo informações indiretas sobre o
metabolismo cerebral.
PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons)
Imagem transversal gerada por computador da
distribuição e concentração local de um radiofármaco (é uma técnica similiar ao
SPECT). O radiotraçador geralmente é o flúor-desoxiglicose, fornecendo a medida
do metabolismo da glicose no cérebro. A resolução é melhor que do spect,
apresenta informações úteis no AVE, epilepsia, demência e tumores, sendo as
principais indicações em pacientes com convulsões parciais complexas e identificação
de recorrência tumoral.Por: Erickson Danilo Padovani