Mostrando postagens com marcador ginecologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ginecologia. Mostrar todas as postagens

09/01/2015

Resumo Medicina - Ginecologia

RESUMO MEDICINA - GINECOLOGIA

CICLO MENSTRUAL
Duracao - 2-8 dias
Intervalo - 25-35 dias
Volume - 20-80ml

FOLICULAR(VARIA) - LUTEA 14D
FSH, pico estradiol, pico LH, ovulacao

PROLIFERATIVA - SECRETORA
Muco - 1f (fluido) 2f(opacificacao)

DESVIOS MENSTRUAIS
Hipermenorreia - mais dias menstruacao
Menorragia - quantidade muito aumentada
Espaniomenorreia - intervalo aumenta
Polimenorreia - intervalo diminui
Oligomenorreia - pouca menstruacao
Metrorragia - sangra fora da menstruacao

ALTERAÇÃO FUNCIONAL BENIGNA DA MAMA - trata com acido gama-linoleico por 4 meses.
P.C.: dor, mama, mamaria

AMENORREIA - primaria (nunca menstruou), secundaria (sem menstruar por 3 ciclos ou 60d)
Sindrome de kallmann - anosmia, amenorreia primaria
Sd turner - hipogonadismo hipergonadotrofico
Sd rokitanski - terco superior vagina e ovarios
Fsh, lh, tsh, t4l, dhea-s, androstenediona, testosterona, prl, cortisol, 17-oh-progesterona (hiperp. adrenal cong.)
Usg, tc/rm, rx sela turca, rx maos/punhos

TESTE PROGESTERONA ORAL - avalia o nivel estrogenico... Damos acetato de medroxiprogesterona 10mg vo por 5 dias... Se depois disso ela menstruar, o estrogenio esta normal (provavelmente tinha anuvulacao). Se nao sangrar, o estrogenio estava baixo.
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL - diagnostico de exclusao.
Aines, estrogenio em altas doses ev

HIPERANDROGENISMO - ovarios, suprarrenais, conversao periferica. Espaniomenorreia, hipomenorreia

MIPA/DIP - dst, clamidea, gonococo. Nao faz dx se relacionada a cirurgia ou a gravidez. Risco pos-menstrual e pos-coito. Pobre, promiscua, diu, vulvovaginites. Leve, moderada (altera estado geral), grave (pelvi-peritonite, abcesso tubo-ovariano, sepse, sindrome de fitz-hugh-cutz)
Ambulatorial (retorno 48h)
Hospitalar (estabilizacao, atb ev)

VULVOVAGINITES/CERVICITES - gardnerella/vaginose (clue cells, ph alcalino/pos-menstrual, metronidazol), candidiase (edema, hiperemia, prurido, ph acido/pre-menstrual, fluconazol), tricomoniase(dst, corrimento amarelo bolhoso, metronidazol).
Teste das aminas - 1 gota KOH10% faz cheiro peixe podre em gardnerella

CANDIDÍASE
Miconazol 2% creme - 1 bisnaga
aplique uma camada media de 12 em 12 horas por 7 dias.

ARTROSE
Tto nao-farmacologico: reducao de peso, atividade fisica.
Sulfato de condroitina - 800-1000mg/dia
Glicosamina* - 1500g/dia

p.c.: osteoartite, osteoartrose, artrose

12/01/2014

Prolapso Genital

PROLAPSO GENITAL

Definição:
Distopia ou prolapso genital é o termo que define o deslocamento ou a localização não-habitual de um ou mais órgãos genitais. Os órgãos que podem sofrer distopias são, principalmente: bexiga (cistocele); uretra (uretrocele); reto(retocele); intestino delgado (enterocele); vagina (colpocele) e útero (na dependência do grau de distopia: prolapsos uterinos de 1º, 2º ou 3º graus).



O fator comum a todas as distopias genitais é um defeito do assoalho pélvico (composto por fáscia endopélvica, diafragma pélvico e diafragma urogenital). Dessas estruturas, têm particular importância o hiato urogenital (porção de afastamento mediano dos músculos levantadores do ânus para a passagem da uretra, vagina e reto), bem como os componentes do aparelho de suspensão e a integridade da fáscia endopelvica.

Etiopatogênia:
Diversos fatores estão envolvidos na etiopatogênia das distopias genitais. Os mais importantes são:
  • Multiparidade: determina denervação da musculatura perineal;
  • Parto vaginal mal-assistido: mesmo mecanismo citado anteriormente associado à rotura das fibras musculares do assoalho pélvico;
  • Deprivação estrogênica pós-menopausa: reduz o tônus muscular pélvico e do tecido conjuntivo periuretral rico em receptores estrogênicos;
  • Alteração congênitas neurológicas;
  • Doenças neurológicas progressivas;
  • Fatores de aumento da pressão pélvica e abdominal: tosse crônica na DPOC, tumores pélvicos, IMC elevado, etc...


Diagnóstico e classificação:
O diagnóstico deve ser baseado na anamnese detalhada, buscando esclarecer a época de início e os fatores desencadeantes. Os sintomas, muitas vezes refereidos, podem ou não traduzir a distopia em questão. São comumente mencionadas a dificuldade no esvaziamento vesical completo (eventualmente necessitando de redução manual da bexiga), além da dificuldade para evacuar, sensação de “bola” na vagina ou peso e desconforto perineal.

Diversos autores tem tentado classificar as distopias genitais de uma maneira global; porém, até o momento, isso ainda não foi obtido. Tal classificação torna-se importante para que se uniformizem as condutas terapêuticas.

Além da anamnese detalhada, o exame físico é fundamental para o diagnóstico das distopias genitais. Deve ser realizado com a paciente em posição ortostática com um pé apoiado. Solicita-se que ela seja avaliada inicialmente em repouso, e a seguir, durante uma manobra de esforço. Dessa maneira, será possível verificar qual o órgão ou órgãos distópicos e o grau de distopia.

Na sequencia, deita-se a paciente em posição ginecológica, repetem-se as mesmas manobras realizadas em pé e procede-se ao pinçamento e à tração do colo uterino com pinça de Pozzi, avaliando o grau de descida em direção à vulva. Na etapa final, procede-se à avaliação funcional do assoalho pélvico (AFA), cuja graduação traduz o provável comprometimento da inervação do assoalho pélvico. A AFA gradua-se nos seguintes níveis:

  • AFA zero: não se encontra nenhuma atividade da musculatura perineal (denervação completa);
  • AFA 1: função muscular perineal débil, presente apenas na palpação;
  • AFA 2: função muscular perineal presente, porém débil, tanto visualmente quanto à palpação;
  • AFA 3: função muscular perineal visual presente, porém sem resistência à manobra opositora à palpação;
  • AFA 4: função muscular perineal visual presente e com resistência à manobra opositora à palpação; porém essa oposição não persiste por 5 segundos;
  • AFA 5: funções musculares perineal visual e palpatória presentes, e com resistência à oposição que dura 5 segundos ou mais.


Os prolapsos uterinos graduam-se em:
  • 1º grau: o colo uterino pinçado e tracionado atinge a rima vulvar. É chamado descensus uteri;
  • 2º grau: o colo uterino pinçado e tracinado ultrapassa a rima vulvar;
  • 3º grau: o colo e o corpo uterino pinçados e tracionados ultrapassam a rima vulvar;
  • 4º grau: mesmo em repouso o colo e o corpo uterino já ultrapassam a rima vulvar.




Diagnósticos Diferenciais:
Os diferentes tipos de distopias constituem entre si os principais diagnósticos diferenciais. Algumas particularidades podem diferencia-los:

  • Prolapso uterino: algum grau de prolapso à tração cervical;
  • Colpocistocele: abaulamento da parede vaginal anterior;
  • Colporretocele: abaulamento da parede vaginal posterior em porção distal;
  • Enterocele: abaulamento da parede vaginal posterior em porção proximal, próximo ao fundo de saco de douglas. Trata-se de um saco herniário preenchido por alças intestinais de delgado que, quando palpado, causa a sensação de bolhas.
  • Outro diagnóstico importante no caso de prolapso uterino é a hipertrofia de colo uterino.


Tratamento:
Depende do tipo do prolapso envolvido, de modo geral o tratamento é cirúrgico. Contudo, todas as manobras terapêuticas que visam ao reforço da musculatura do assoalho pélvico também são muito úteis como adjuvantes. São elas exercícios de Kegel, eletroestimulação e biofeedback.

As principais cirurgias aplicadas ao tratamento dos prolapsos são:
Colporrafia anterior;
Colporrafia posterior;
Perineorrafia;
Amputação do colo uterino e fixação dos paramétrios com conservação do corpo uterino no caso de desejo reprodutivo futuro (cirurgia de Manchester-Donald-Fosthergill);
Histerectomia vaginal;
Histerectomia abdominal;
Colpopexia: nos casos de prolapso de cúpula vaginal;
Cirurgia de Lawson-Tait nas roturas perineais de 3º grau;
Colpocleise: oclusão do óstio vaginal para paciente com risco cirúrgico elevado, como pacientes muitos idosas e com outras comorbidades.

AUTOR:
Erickson Danilo Padovani
Médico - CRMPR29559